Técnico em trânsito denuncia irregularidades em sinalizações de trânsito em Bento

Técnico em trânsito denuncia irregularidades em sinalizações de trânsito em Bento

Segundo o profissional Pedro Oliveira, as sinalizações irregulares podem causar estragos nas vias, nos veículos e, até mesmo, provocar acidentes

Na semana passada, foi instalada uma ‘travessia elevada’ para a redução de velocidade e segurança de pedestres na rua Pernambuco, bairro Humaitá. Foi analisando as irregularidades dessa nova estrutura que o técnico em transportes e trânsito, Pedro Oliveira, decidiu procurar a redação do Jornal dos Bairros para denunciar a situação geral da sinalização em Bento Gonçalves. Segundo o profissional, há diversos pontos que podem ocasionar estragos na pavimentação das próprias ruas, nos veículos que transitam por elas e, ainda, provocar acidentes de trânsito.

No caso da travessia elevada na Pernambuco, Oliveira explica que há irregularidades relacionadas à plataforma, à rampa, à altura e à sinalização – a qual indica se tratar de um quebra-molas. “Também não foi garantida a acessibilidade de pedestres na calçada”, analisa. As exigências indicadas estão previstas na resolução 738/2019 do Contran e, de acordo com Oliveira, também não foram cumpridas em outros pontos daquela região, como na rua Giovani Girardi e na Ernesto Lorenzoni, ambas no bairro Progresso.

No Borgo, o técnico aponta falhas no quebra-molas situado na rua Fiorelo Bertuol. “Ele está inserido em via com inclinação maior que 6%, está implantado em metade da largura da via e o formato não atende as especificações previstas na norma”. Conforme a resolução 600 do Contran, que regulariza a instalação de quebra-molas, a largura desse redutor de velocidade deve ser igual a da pista – ou seja, deveria compreender os dois sentidos da via. Questionado sobre as alternativas, Pedro Oliveira afirma que uma sinalização vertical de advertência indicando a presença de um cruzamento à frente, a instalação de tachões no eixo e uma sinalização horizontal adequada já reduziriam a velocidade no local. “Por ser um trecho semaforizado, isso já induz a redução de velocidade”, complementa.

Na mesma via, no cruzamento com a rua Pernambuco, os quebra-molas também foram implantados em apenas uma parte da via. Além disso, Pedro explica que foram utilizados “tachões transversais à via”, proibidos pela resolução número 600. “Os carros não podem passar por cima dos tachões. Eles não podem ser utilizados como redutores de velocidade”. De acordo com o técnico, essa medida pode provocar estragos nos carros e na pavimentação: “à medida que o carro vai passando, ele vai afundando. Pois os tachões não são feitos para suportar o peso dos veículos passando constantemente”, complementa.

De acordo com um morador, na rua Xingú, bairro São Bento, um quebra-molas recém construído estaria causando estragos em seu veículo. “Mesmo passando a 10km/h, ele bate na proteção do carro. Deve estar mais elevado do que o recomendado”, acredita.

De acordo com Oliveira, para a implantação de quebra-molas, travessias elevadas e qualquer outra sinalização de trânsito, é necessária a apresentação de um estudo técnico, que deve estar disponível à sociedade.

“Na cidade onde eu morava (Betim, Minas Gerais), um cidadão entrou com uma ação no Ministério Público, denunciando os redutores fora do padrão e solicitando que o município adequasse. Foi feita uma vistoria na cidade e muitos deles foram retirados e, outros, foram refeitos”, compara.

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