Veterinária pede auxílio para tratamento de urubu encontrado ferido no Cidade Alta  

Moradora teria visto pessoas tentarem espantar os animais de um prédio, onde haviam construído seu ninho. Após o fato, um urubu filhote foi encontrado caído na via com fratura exposta na pata

Um filhote de urubu foi encontrado ferido na última terça-feira, dia 7, no bairro Cidade Alta. Ele teria caído de um ninho que estava em um condomínio e ferido uma das patas, causando uma fratura exposta. O animal foi encontrado pela funcionária da Feliclínica, Suelen Gregorio, e encaminhado para atendimento em Porto Alegre pela veterinária da mesma clínica, Janice Kasdorf Thiessen. De acordo com o relato de uma moradora, antes do ocorrido duas pessoas estariam em cima daquele prédio tentando espantar os urubus do local. “Ela nos falou que um deles estava bem bravo. A gente imagina que era a mãe ou o pai”, relata a veterinária.

Após o acidente, o filhote de urubu foi levado até Porto Alegre de Uber, pago pela veterinária Janice. Lá, ele foi internado na clínica Toca dos Bichos, a qual auxilia o grupo Voluntários da Fauna a reabilitar animais silvestres. “Uma cirurgia ortopédica gira em torno de mil reais. Mais uns 25 por dia. Para a reabilitação, vai precisar ficar mais uns 60 dias na clínica. Por isso tem que tentar ajudar eles também”, declara Janice em relação aos valores que serão investidos pelo grupo Voluntários da Fauna.

Agora, o Uruber Arnaldo, como foi batizado, já está apresentando melhoras. “Ele já está apoiando a pata”, garante Janice.

Para auxiliar com a recuperação do animal, a veterinária pede doações em dinheiro ou alimentação, que podem ser deixados diretamente na Feliclínica (Arlindo Adriano Farina, 24, bairro Cidade Alta).

“Os animais domésticos são protegidos por seus donos, que lhe dão toda a atenção e amparo, já os silvestres não contam com essa sorte, principalmente as aves, ficando a mercê da bondade humana”, declara Janice.

Por serem considerados animais silvestres (como pombos, morcegos e capivaras), os urubus não podem ser mortos e nem maltratados, pois são protegidos pela Lei nº 9.605 de 12 de fevereiro de 1.998.

Fotos: Divulgação