Vereador propõe redução de 17 para 15 parlamentares

Neri Mazzochin apresentou a proposta em sessão ordinária dessa segunda-feira, dia 9, justificando uma economia anual de, aproximadamente, R$ 400 mil. Além deles, outros três parlamentares deverão apresentar uma emenda propondo a redução para 11 vereadores

O vereador Neri Mazzochin (Progressistas) apresentou a ideia de redução do número de parlamentares em Bento Gonçalves, passando de 17 para 15 cadeiras. Segundo ele, com a diminuição o município teria um número justo de representantes, tendo em vista sua população de 120 mil habitantes. Além disso, seria possível uma economia anual de R$ 500 mil aos cofres públicos.  

Por se tratar de uma emenda à lei orgânica de Bento, a proposição precisa ser assinada por um terço dos parlamentares, o que significa seis assinaturas. Segundo o parlamentar, as articulações para a aprovação da proposta já foram iniciadas e alguns vereadores se mostram favoráveis.

De acordo com Mazzochin, “analisando o novo cenário político que se desenha no país, é suficiente pleitearmos a redução de 17 para 15 vereadores. Cada parlamentar recebe como subsídio o valor de R$ 9.288,61, e conta com três ou quatro assessores e dois assessores parlamentares (CC-2) ou um Coordenador de Gabinete e três auxiliares parlamentares (CC-1), dependendo do modo de contratação realizado no início do ano da sua candidatura. Com a redução do número vereadores, assessoria, despesas dos gabinetes com material, alimentação e contratos que atendem a estrutura parlamentar, a economia estimada poderá ser de R$ 389.939,50”.

Ainda segundo o vereador, a mudança permitirá que a população conheça e fiscalize melhor cada parlamentar, aumentando a responsabilidade daqueles que forem eleitos.

Além da proposta de Mazzochin, os vereadores Agostinho Petroli, Gustavo Sperotto e Idasir dos Santos deverão apresentar nos próximos dias uma emenda que propõe uma redução maior, para 11 parlamentares. Caso o projeto e a emenda sejam aprovados antes das convenções partidárias – que devem ocorrer a partir de maio – a mudança entrará em vigor nas eleições de 2020.

Foto: Divulgação